Blog · 3 de novembro de 2026
Dor ao amamentar: o que é normal e o que não é

Muitas mães ouvem que "amamentar dói mesmo" e acabam aguentando calada uma dor que poderia ser resolvida. A verdade é que um pequeno desconforto no começo pode acontecer, mas dor forte e machucados não fazem parte do normal. Entender a diferença ajuda você a buscar ajuda na hora certa.
O que pode ser normal
- Uma sensibilidade nos primeiros dias, que passa depois dos primeiros segundos da mamada
- Sensação de peito cheio quando o leite "desce", geralmente entre o segundo e o quinto dia
- Cólicas leves no útero durante as mamadas nos primeiros dias, sinal de que ele está voltando ao tamanho normal
O que não é normal
- Dor que continua durante toda a mamada
- Bico rachado, ferido, sangrando ou que sai "amassado" da boca do bebê
- Dor em fisgada no peito entre as mamadas
- Peito empedrado, com áreas duras, vermelhas e doloridas
- Medo da próxima mamada por causa da dor
As causas mais comuns
Pega incorreta
É a causa número um. Quando o bebê abocanha só o bico, em vez de boa parte da aréola, ele pressiona e machuca. Sinais de uma boa pega: boca bem aberta, lábios virados para fora, queixo encostado no peito e mais aréola aparecendo acima da boca do que abaixo.
Posição
O bebê precisa estar com a barriga virada para a mãe, cabeça e corpo alinhados, e a mãe confortável, com as costas apoiadas. Pequenos ajustes fazem muita diferença.
Frênulo da língua
Em alguns bebês, a "língua presa" limita o movimento da língua e dificulta a sucção. Essa avaliação deve ser feita por profissional.
Ingurgitamento
Quando o peito fica cheio demais, a aréola endurece e o bebê não consegue pegar bem. Retirar um pouco de leite antes da mamada para amolecer a aréola costuma ajudar.
Quando procurar ajuda
Se a dor não melhora em um ou dois dias, se há feridas no bico ou se você está com receio de amamentar, procure uma consultora de amamentação. Na maioria dos casos, ajustes simples resolvem. Para fissuras, a laserterapia ajuda a aliviar a dor e acelerar a cicatrização.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação do pediatra ou do obstetra.
